Lúcifer, Samael e Satanás, a mesma entidade?

Samael é um dos personagens centrais do livro “Dama-da-Noite”, mas a sua origem difere de acordo com cada tradição. Primeiramente, vejamos o significado do nome. Samael significa “veneno (sam) de Deus (El)”. Analisemos sucintamente algumas tradições.

Continuar a ler

Anúncios

Quem são os nefilins?

Para começar, desemaranhemos o termo “nefilim”. É uma palavra que vem da língua hebraica e significa “caídos”, uma vez que é uma variação do verbo “nafál” ou “nefal” que traduzido significa “cair” ou “derrubar”. Em Génesis 6:2 encontramos a frase “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolhera” e, a partir dela, surgiram várias teorias. A mais plausível, tendo em conta excertos do Génesis, é a de que “filhos de Deus” (anjos) geraram descendência com as “filhas dos homens” (humanas), os tais nefilins, híbridos de anjo e humano.

Continuar a ler

Oráculo, o elo entre Deus e a humanidade

“Oráculo” é a resposta divina a uma questão pessoal, geralmente em relação ao futuro, proferida na Antiguidade por sacerdotisas, pelo que o termo também lhes é aplicado, ao intermediário humano. Era costume prepararem-se em banhos purificadores e rodearem-se de incenso antes de entrarem em transe para receberem a mensagem divina. Na atualidade, o termo “oráculo” também é atribuído a objetos ou meios utilizados por alguém com a mesma finalidade.

Continuar a ler

Personificações dos Sete Pecados Capitais

Os sete pecados capitais foram criados e utilizados no passado como forma de controlar e educar os seguidores de determinadas religiões, mas o seu significado é intemporal. Em “Dama-da-noite”, os sete Pecados Capitais são personificados por sete demónios:
Asmodeus Luxúria
Belzebu Gula
Mammon Avareza
Amom Ira
Belfegor Preguiça
Leviatã Inveja
Samael Soberba

Continuar a ler

A relação entre Adão, Eva, Lilith e Samael

A história de Adão e Eva faz parte de várias tradições, mas o que nem todas elas contam é a existência de outra mulher antes de Eva. Deus criou Adão e Lilith ao mesmo tempo, dos mesmos materiais, como um único ser dividido em dois. O Criador ofereceu Lilith a Adão como sua esposa, dando vida à centelha de desobediência que viria a caracterizar a mulher. Lilith não se queria sentir inferior a Adão, muito menos ser-lhe submissa. Adão recusava inverter os papéis, afirmando que Lilith devia sim submeter-se aos seus caprichos, pois era o “normal” e “pré-estabelecido”. Ao compreender que Adão não cederia quanto a aceitar a igualdade entre ambos, Lilith revolta-se e abandona o Jardim do Éden. Só então Deus criou Eva a partir de Adão, tornando-a muito mais dócil e submissa para ser fácil de controlar pelo homem. A separação de Adão e Lilith assinala a divergência entre o masculino e o feminino.

Continuar a ler

O Cubo de Metatron e a Árvore da Vida

Segundo algumas tradições, Metatron é conhecido como “A Voz de Deus”. É o supremo arcanjo, príncipe do Céu, que serve de mediador entre Deus e a humanidade. Em “Dama-da-Noite”, o surgimento de Metatron é fiel à versão em que Deus escolhe um humano, Enoque, e transforma-o em arcanjo, concedendo-lhe o mais alto posto no seu reino. Desta forma, Deus pode manifestar-se diretamente através da palavra de Metatron.

Continuar a ler

A Caixa de Pandora

 Pandora é uma personagem da mitologia grega, a primeira mulher criada por dois deuses, Hefesto e Atena, a comando de Zeus. Outros deuses auxiliaram Hefesto e Atena, presenteando Pandora com várias qualidades: inteligência, beleza, persuasão, gentileza, paciência, meiguice e habilidade para dança e trabalhos manuais. Pandora foi presenteada a Epimeteu para que a tomasse como sua esposa e este, ignorando as recomendações do irmão, Prometeu, aceitou-a. Pandora trouxe consigo uma caixa como presente de casamento que continha todos os seus bens não materiais. Numa das versões é a própria Pandora que cai na tentação e abre a caixa; já outra versão afirma que foi o seu marido que a abriu. Em ambas as versões, o desfecho é comum: todos os bens de Pandora fogem da caixa, restando apenas a esperança.

Continuar a ler

A origem das deidades em “Dama-da-noite”

A temática das deidades é pouco abordada no primeiro volume da trilogia, mas é um dos focos principais do segundo. De forma simplificada, uma deidade é um conjunto de energias materializadas. Nesta história, mais uma vez unindo a ficção ao real, foi do caos e da energia libertada pelo Big Bang que toda a vida brotou. Parte dessa energia tomou forma física e, passados milhões de anos em incubação, desceu à Terra. Ao entrar em contacto com a espécie Homo floresiensis, alterou a sua aparência para se identificar àqueles curiosos seres. Viveu entre eles, gerando descendência; ainda no presente se podem encontrar descendentes dessa deidade, batizada de Caos. Para além dos descendentes que são fruto da sua união com a espécie Homo floresiensis, Caos gerou descendência unicamente sua, criando os gémeos Nyx e Érebo, respetivamente as personificações da noite e da escuridão, que por sua vez criaram outras deidades, como Hemera, Némesis e Éter.

Continuar a ler

Babilónia, a “Porta de Deus”

Babilónia foi a cidade capital de um reino que ocupava grande parte da Baixa Mesopotâmia. Durante o seu apogeu, foi considerada uma das cidades mais importantes do mundo, com uma cultura imensamente permeada pela religião. Era ainda um importante centro mercantil. O seu nome significa “Porta de Deus” e é chamada na Bíblia de Babel. É precisamente através de várias passagens da Bíblia que obtemos a primeira descrição da cidade. A junção dessa informação a recém-encontrada documentação arqueológica e epigráfica da cidade permitiu obter uma visão mais real do que outrora Babilónia foi. A ser verdade o que a história nos conta, uma grande marca do povo babilónico seria a construção dos Jardins Suspensos, considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo.

Continuar a ler